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COMERCIAL JAÇANÃ JÁ ESTÁ FUNCIONANDO

domingo, março 31, 2013

A reflexão histórica, resgatada por Edi Dantas, faz pessoas que estão em varias partes do Brasil, viajar junto neste conto.



Veja mais uma vez  o resgate histórico do município de Jaçanã, mostrando as famílias que contribuíram para a formação deste pequeno grande município encravado entre as Regiões do Trairí Potiguar e o Curimataú Paraibano.
Que os alunos destas duas regiões tirem proveito deste documento.




No início do século XX, começou o povoamento do “Sítio Flôres” através das famílias vindas do Brejo Paraibano e de tropeiros e retirantes oriundos da região do Seridó do Rio Grande do Norte, castigados pela grande seca de 1915, em busca de terras férteis e produtivas. Aportaram na Serra de Cuité, entre outros: Manoel Fernandes da Silva (Manoel Sintônio), Manoel Fortunato de Medeiros e Estevam Ferreira Junior. Posteriormente, aportaram as famílias: Abdias, Adolfo, Araújo, Avelino, Pereira, Barbosa, Barros, Batista, Berto, Cablôco Pé Molo, Caico, Capim, Casado, Claudino, Gama, Gonçalves, Joca Sapateiro, Lima, Manoel Luiz, Miguel Bozó, Nilo Bola, Oliveira, Paulino, Pereira Xerém, Pinheiro, “Pichite”, Porfírio, Paulo, Rocha, Salustino, Severino da Baixa, Tavares e tantas outras.


Na década de 1920, foi construída a “Casa de Farinha e a residência dos Fortunatos” e nos anos de 1930 o “Cacimbão dos Fortunatos” que com sua grande vazão d’água contribuiu em muito para o desenvolvimento da localidade. Na grande seca de 1958, o “Cacimbão dos Fortunatos” forneceu água para todo o Povoado Flores, bem como, para cidades vizinhas com Coronel Ezequiel-RN, Nova Floresta-PB e grande parte de povoados do Curimataú Paraibano.
Desde o ano 1938, o Povoado Flôres era fazenda núcleo de povoamento no distrito de Jericó, anteriormente conhecido como Melão. Aquele distrito foi criado com a denominação de Jericó, através do Decreto Estadual nº 603, de 31/10/1938, e era subordinado ao município de Santa Cruz. Cinco anos depois, por determinação do Decreto-Lei Estadual nº 268, de 30/12/1943, retornou ao seu nome inicial de Melão. Em 11/12/1953, por força da Lei nº. 1.029, o vizinho município de Coronel Ezequiel conquistou a sua emancipação política, desmembrando-se de Santa Cruz. Devidamente instalado em 11/12/1954, ocasião em que tomou posse o primeiro prefeito, nomeado pelo Governador do Estado do RN, o Capitão João Damasceno Filho, que teve a sua gestão de 21/02/1954 a 31/01/1955.
No período em que o Povoado Flores foi subordinado ao município de Santa Cruz-RN, o Deputado Federal Theodorico Bezerra foi uma das forças decisivas para o desenvolvimento local, contando, também, a partir do ano de 1953 com a participação efetiva do Deputado Estadual Jácio Fiúza, ambos com naturalidade no município de Santa Cruz. A partir do ano de 1949, juntaram-se àquelas vozes progressistas, os proprietários de terras do Povoado de Flores: João Fortunato de Medeiros, Antônio Paulo, Manoel Fernandes, Abdias José, Estevão e outros.
Primeiramente, Theodorico Bezerra incentivou a instalação de uma Escola de Alfabetização, que instalada na residência do senhor João Fortunato e que, inicialmente, funcionou a luz de vela, e, posteriormente, com lampião à gás. A primeira professora foi D. Geralda Medeiros, no período do ano 1949 a 1951.
No de 1950, Theodorico Bezerra trouxe de Natal o topógrafo João Santana para providenciar a demarcação de terras para o Plano Urbanístico do Povoado Flores, deixando a incumbência de hospedagem e contratação de pessoal com os senhores Ludgero Fortunato, José Fortunato, Manoel Sabino e outros, e a administração com o senhor João Fortunato. A propósito, o Dr. João Sabino, após concluir os trabalhos, assim se pronunciou: (aos presentes:) “Vocês ajudaram ao Dr. João Santana a elaborar o Plano Urbanístico desta Vila e daqui a 50 anos, caso vocês a visitem, encontrarão no local da vila uma grande cidade”.
Após a conclusão do Projeto Urbanístico do Povoado Flores, em 1950 , o senhor Theodorico Bezerra, já como Deputado Federal, conseguiu verbas para construção do primeiro grupo escolar do Povoado Flores, erguido em terreno doado por Manoel Fernandes da Silva “Seu Manoel Sintônio”, educandário que foi denominado, inicialmente, com o nome de “Escola Isolada de Jaçanã”, chamou-se “Escola Isolada Jácio Fiúza”, depois redenominada para “Escola Reunida de Jaçanã” e por fim recebeu o nome de Manoel Fernandes da Silva, uma justa e merecida homenagem ao seu doador. Esta escola teve como sua primeira professora a Srª Olindina Estelita de Macedo.
O Deputado Federal Theodorico Bezerra também conseguiu verbas para construção do Mercado Público e para Casa de Farinha Elétrica, em terrenos doados por João Fortunato de Medeiros.
Com a elevação de Coronel Ezequiel à categoria de município, por força da Lei Estadual nº 1029, de 11/12/1953, desmembrado que foi do município de Santa Cruz, o Povoado Flores – agora elevado a categoria de distrito e denominado “Vila Jaçanã” - passou a pertencer ao novo município. Em 1959, o então Deputado Federal Theodorico Bezerra, também conseguiu uma Agência Postal dos Correios para Jaçanã, sendo nomeada, em 1960, para o cargo de agente a Srª Geralda Medeiros.
No período em que a “Vila Jaçanã” esteve vinculada ao Município de Coronel Ezequiel, ou seja, de 1953 a 1963, contou com o apoio de lideranças políticas do município recém emancipado, como os prefeitos:
Capitão João Damasceno Filho, primeiro prefeito no período de 21/02/1954 a 31/01/1955;
José Pedro de Farias, “Seu Zeca Farias”, (pai do ex-prefeito Dedé Farias e avô do atual prefeito Esdras Farias), com gestão de 31/01/1955 a 31/01/1960 e,
Severino Farias da Costa - Gestão de 31/01/1960 a 31/01/1965.
Se faz necessário registrar que, na gestão do senhor Severino Farias da Costa houve a inauguração da luz elétrica gerada a motor de Jaçanã. Este importante evento ocorreu no ano de 1960. O motor funcionava na garagem da residência do senhor Sebastião Canuto/Geralda Medeiros e o senhor José Valentim era o eletricista à época.
Outras lideranças de Coronel Ezequiel também contribuíram de uma forma ou de outra, para o desenvolvimento da “Vila Jaçanã”. Podemos citar os senhores José da Mata da Fonseca, Dandírio Farias, Cleonice Farias e Luiz Bertoldo, alguns dos benfeitores.
Elencamos abaixo os jaçanaenses que tiveram participação ativa na política de Coronel Ezequiel, no período de 1953 a 1963:
– Manoel Amaro de Medeiros “Manoel Fortunato”:
– Juiz de Paz de 1953 a 1955,
– Vereador de 1954 a 1958, Gestão do prefeito “Seu Zeca Farias” e,
– Vice-Prefeito de 1960 a 1963, na gestão do prefeito Severino Farias da Costa;
– Antônio Freire de Lima (Antônio Maria), vereador nas gestões de “Seu Zeca Farias” e na de Severino Farias da Costa;
– João Paulino da Silva, vereador na gestão de “Seu Zeca Farias”;
– Suzana Medeiros, vereadora na gestão de Severino F. da Costa e,
– José Abdias da Silva, Vereador na gestão de Severino F. da Costa.
Elevado à categoria de município com a denominação de Jaçanã, pela lei estadual nº 2845, de 26/03/1963, desmembrado Coronel Ezequiel. Sede no antigo distrito de Jaçanã, ex-povoado. Constituído do distrito sede. Instalado em 31/03/1963.
Edmundo Eugênio Dantas Filho – (Edi Dantas)
Natal (RN), 26 de março de 2013.



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